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terça-feira, 16 de julho de 2013

Bel e o Dragão

QUE A DOCE PAZ DO SENHOR JESUS ESTEJAM EM VOSSOS CORAÇÕES.

Venho lhes trazer uma curiosidade muito interessante, que é encontrada no Livro de Daniel na Bíblia Católica que não está na bíblia protestante. Segue abaixo.


A história de Bel e o Dragão, incorporada como o capítulo 14 das Adições em Daniel, foi escrita em aramaico por volta do final do século II a.C. e traduzida para o grego na Septuaginta. Este capítulo, assim como o capítulo 13, é referido como deuterocanônico, ou seja, não universalmente aceite entre os cristãos como pertencente às obras do cânon bíblico aceito como sendo a "Bíblia". O texto é considerado apócrifo pelos protestantes e não é tipicamente encontrado em bíblias protestantes atuais, embora ainda fizesse parte da edição original de 1611 da edição da King James Version ("KJV"). A história está listada no artigo VI dos Trinta e Nove artigos da Igreja Anglicana.1.
O capítulo é constituído de três narrativas independentes2 que colocam Daniel na corte de Ciro, rei dos persas: "Quando o rei Astiages foi ter com os seus ancestrais, Ciro, o persa, o sucedeu em seu reino.".3 Lá, Daniel "foi um companheiro do rei e era o mais honrado entre eles" (14:1)

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Bel

A narrativa de Bel (14:1-22) ridiculariza a adoração aos ídolos. Nela, o rei pergunta à Daniel: "Você não acha que Bel é um deus vivo? Você não vê que ele come e bebe todos os dias?", ao que Daniel responde que o ídolo é feito de argila coberta de bronze e, assim, não poderia comer e nem beber.

Enfurecido, o rei ordena que os setenta sacerdotes de Bel mostrem quem consome as oferendas feitas ao ídolo. Os sacerdotes desafiam o rei a depositar suas oferendas, como sempre fizera (que eram as "doze medidas grandes de farinha de boa qualidade, quarenta ovelhas e seis vasilhas de vinho"), e então a selar a entrada para o templo com seu anel: se Bel não consumisse as oferendas, os sacerdotes poderiam ser sentenciados à morte. Caso contrário, Daniel o seria.

Daniel então prova, através de um estratagema - ele espalhou cinzas por todo o perímetro do templo, na presença do rei e após os sacerdotes terem partido - que as oferendas sagradas de Bel eram, na realidade, consumidas à noite pelos sacerdotes e por suas esposas e filhos, que entravam por uma passagem secreta após as portas do templo terem sido seladas.

Na manhã seguinte, Daniel chama a atenção para as pegadas no chão do templo. Os sacerdotes de Bel foram então presos e, confessando seus atos, mostraram a passagem secreta que se utilizavam para entrar no templo. Eles, suas esposas e filhos, foram executados e Daniel obteve a permissão para destruir o ídolo de Bel e seu templo.

O Dragão

Daniel mata o dragão servindo-lhe pão envenenado, afresco de 1580 no castelo de Parz, Áustria.

Na breve, e autônoma, narrativa seguinte sobre o dragão (14:23-30), "…havia um grande dragão, que os babilônios reverenciavam." Neste caso, o deus não é um ídolo. Porém, Daniel mata o dragão misturando piche, gordura e cabelos (trichas) para fazer pães (mazas, bolos de cevada, traduzido como "massas") que fizeram com que o dragão explodisse após comê-las. Em outras versões, outros ingredientes serviram ao mesmo propósito: em uma versão da Midrash, palha foi servida, na qual pregos estavam escondidos4 ou peles de camelo foram preenchidas com carvão em brasa.5 No ciclo alexandrino de romances, foi o próprio Alexandre, o Grande quem teria matado o dragão, servindo-lhe veneno e alcatrão.6

O paralelo com a disputa entre Marduque e Tiamat, no qual os ventos (sâru) controlados por Marduque fizeram Tiamat explodir, já foi percebida por muitos estudiosos,7 8 com "pães de cevada" sendo substituída por "ventos".9 Como resultado, os babilônios ficaram indignados: "O rei se tornou um judeu, ele destruiu Bel e matou o dragão, e assassinou os sacerdotes", eles afirmaram, e demandaram que Daniel lhes fosse entregue.

Daniel na cova dos leões 
 
A terceira narrativa (14:31-42), Daniel na cova dos leões, é, aparentemente, a primeira ou a segunda viagem de Daniel. Ela já foi entendida como sendo uma consequência do episódio anterior, mas, na Septuaginta, o episódio é precedido de uma nota: "Da profecia de Habacuque, filho de Jesus, da tribo de Levi". Daniel não é molestado na cova e os sete leões foram alimentados pela milagrosa providência do profeta Habacuque. "No sétimo dia, o rei veio velar por Daniel. Quando ele se aproximou da cova, lá estava Daniel! O rei gritou alto: 'És grande, Ó Senhor, Deus de Daniel, e não há nenhum além de Ti!' Ele então libertou Daniel e jogou na cova os que haviam tentado destrui-lo e eles foram imediatamente devorados diante dos olhos do rei."

O texto grego de "Bel e o dragão" existe em duas versões. A primeira, representada na minoria dos manuscritos, às vezes chamadas de versão "Grega Antiga", que parece ser a tradução da Septuaginta, e que era evidentemente tão insatisfatória que a igreja antiga optou por substituí-las pela versão de Teodócio nas cópias oficiais da LXX que sobreviveram.

Mais abaixo leiam o texto da bíblia católica... Continue Lendo.

Daniel Capítulo 14

Quando o rei Astíages foi colocado no sepulcro da família, Ciro, o persa, lhe sucedeu no trono.

2. Daniel era companheiro do rei e o mais íntimo de seus amigos.

3. Os babilônios tinham um ídolo chamado Bel. Com ele, gastavam todos os dias doze sacas da melhor farinha de trigo, quarenta ovelhas e seis barricas de vinho.

4. O Rei adorava esse ídolo e todos os dias lhe prestava culto. Daniel porém, só adorava o seu próprio DEUS.

5. Um dia o Rei lhe perguntou: "Por que você não presta culto a Bel?" Daniel respondeu: "Porque eu não adoro imagens fabricadas pelo homem, mas só ao DEUS vivo que criou o céu e a terra e é o Senhor de todos os ser vivo".

6. O rei disse: "E você acha que Bel não é um deus vivo? Não vê quanta coisa ele come e bebe todos os dias?"

7. Daniel sorriu e disse: Não se deixe enganar Majestade! Por dentro Bel é de barro e por fora é de bronze; ele jamais comeu ou bebeu coisa alguma."

8. Furioso, o rei mandou chamar os sacerdotes de Bel e lhes disse: "Se vocês não me disserem quem come toda essa comida. eu mato vocês. Se me provarem que é Bel quem come tudo isso, então Daniel morrerá, por ter dito uma blasfêmia contra o deus Bel".

9. Daniel disse ao rei: "Faremos o que Vossa Majestade diz". Eram setenta os sacerdotes de Bel, sem contar as mulheres e crianças.

10. O rei foi com Daniel ao templo de Bel.

11. Os sacerdotes de Bel disseram ao rei: "Nós nos retiramos para fora do templo e Vossa majestade deposita aí a comida e o vinho, e depois fecha a porta do templo, lacrando-a com o carimbo do seu anel. No dia seguinte, se voltar ao templo Vossa Majestade não encontrar tudo devorado por Bel, estaremos prontos para morrer. Do contrário, Daniel é quem morrerá, por nos ter caluniado".

12. Eles estavam muitos seguros, porque tinham feito uma entrada secreta por baixo da mesa, por onde eles entravam para comer os alimentos.

13. Depois que eles saíram, o rei colocou o alimento para o deus Bel.

14. Daniel mandou seus empregados trazerem cinza e esparramá-la por todo o templo, à vista apenas do rei. Saíram, fecharam a porta, puseram o lacre com o carimbo do anel do rei e foram embora.

15. À noite, como de costume, foram os sacerdotes com as suas mulheres e crianças para comer e beber tudo.

16. No outro dia, o rei e Daniel madrugaram à porta do templo.

17. O rei perguntou a Daniel: "O lacre está intacto?" Daniel respondeu: "Está perfeito, Majestade".

18. Logo que abriram as portas, o rei olhou para as mesas e exclamou: "Tu és grande, Bel! Contigo não existe tapeação nenhuma".

19. Daniel apenas sorriu e gritou para que o rei não entrasse. Disse-lhe: "Olhe para o chão e procure a descobrir de quem são essas pegadas".

20. O rei disse: "Estou vendo pegadas de homens, mulheres e crianças!

21. Irado, o rei mandou trazer presos os sacerdotes comas as mulheres e crianças, e eles tiveram que mostrar-lhe a passagem secreta por onde entravam para comer o que estava à mesa.

22. Depois o rei mandou matá-los e entregou o ídolo a Daniel, que o destruiu junto com o seu templo.

23. Havia um dragão enorme adorado pelos babilônios.

24. O rei disse a Daniel: "Você não vai me dizer que ele é de bronze; está vivo, come e bebe. Você não pode negar que é um deus vivo. Então, adore-o também".

25. Daniel respondeu: "Só adoro o Senhor meu DEUS, porque ele é o DEUS vivo. Se Vossa Majestade permitir, eu mato este dragão sem espada e sem porrete".

26. O rei disse: "A licença está concedida".

27. Daniel pegou piche, sebo e crinas, cozinhou tudo junto, fez com aquilo uns bolos e jogou na boca do dragão. Ele engoliu aquilo e se arrebentou. Então Daniel disse: "Vejam o que vocês adoravam!"

28. Quando os babilônios ouviram falar disso, ficaram muito indignados e revoltados contra o rei, e diziam: "O rei virou judeu! Quebrou Bel, matou o dragão e assassinou os sacerdotes".

29. Diante da violência com que o ameaçavam, o rei viu-se forçado a entregar-lhes Daniel,

30. que eles jogaram à cova dos leões, onde permaneceu seis dias.

31. Na cova havia sete leões, aos quais davam cotidianamente dois corpos (humanos) e dois carneiros. Porém, daquela vez, nada lhes foi distribuído, a fim de que devorassem Daniel.

32. Ora, o profeta Habacuc vivia naquele tempo na Judéia. Acabava de cozinhar um caldo e picava pão dentro dele numa panela, para levá-lo aos ceifadores no campo.

33. Mas um anjo do Senhor disse-lhe: Leva esta refeição à Babilônia, a Daniel, que se encontra na cova dos leões.

34. Senhor, disse Habacuc, nunca vi Babilônia, e não conheço essa cova.

35. Então o anjo, segurando-o pelo alto da cabeça, transportou-o pelos cabelos, num fôlego, até Babilônia, em cima da cova.

36. Daniel, Daniel (chamou), toma a refeição que Deus te envia.

37. E Daniel respondeu: Ó Deus, vós pensastes em mim! Vós não abandonastes os que vos amam!

38. Depois disso pôs-se a comer, enquanto o anjo do Senhor transportava de volta Habacuc a seu domicílio.

39. Ao sétimo dia veio o rei chorar Daniel. Ao acercar-se da cova, porém, olhou para dentro e aí avistou Daniel sentado.

40. E bem alto exclamou: Vós sois grande, Senhor, Deus de Daniel. Não existe outro Deus além de vós!

41. Mandou retirá-lo da cova dos leões e lá jogou todos aqueles que haviam tentado eliminá-lo, os quais foram imediatamente devorados, sob seus olhos.

42. Então disse o rei: Que todos os habitantes da terra reverenciem o Deus de Daniel, porque é um salvador que opera sinais e prodígios em toda a terra, e salvou Daniel da cova dos leões.

Fontes.

3 comentários:

  1. Muito interessante!
    Mas a história de Bel é mto estranha.

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    Respostas
    1. Por isso é apócrifa, você achou estranho a história do Bel? Alguns acham que a do dragão é mais forçada!

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  2. que pena q é apócrifo, poderia ser mais um indicio de dinossauros (o dragão no caso) convivendo com humanos.

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